Constelação não é magia. Não é oráculo. Não é pra adivinhar nada.
É uma ferramenta de tomada de consciência com base em ciência — a teoria do inconsciente coletivo de Jung, o inconsciente individual de Freud, o trabalho de Virginia Satir com famílias e as observações de Bert Hellinger — que revela os movimentos invisíveis do seu sistema familiar.
Na prática, funciona assim: em uma Roda, um grupo de pessoas se reúne em um espaço acolhedor. Quem deseja trabalhar uma questão — o constelado — compartilha brevemente o que a aflige. Não é para contar a história da vida: é para dizer o que dói, o que tira a paz.
Representantes são posicionados no campo. E a partir dali, movimentos começam a acontecer. Emoções afloram, sentimentos vêm à tona, insights surgem — tanto para quem está constelando quanto para quem está representando. Frases são ditas, frases que tocam, frases de solução que trazem harmonia e paz para aquele sistema.
A constelação não te mostra o que você quer ver. Te mostra o que você precisa ver.
E aí mora a força. Porque muitas vezes aquilo que você precisa ver gera muito mais transformação do que aquilo que você estava buscando.
Não é um evento. É uma experiência que começa na inscrição, passa pela preparação e continua reverberando nos dias, semanas e meses seguintes. Como uma pedra na água — o movimento é sutil, mas as ondas alcançam tudo.